BYD King 2026: Vale a pena o sedã híbrido plug-in de R$ 175.990? 5 motivos para comprar e 5 para repensar

O mercado automotivo brasileiro está em constante ebulição, e a chegada de novos modelos, especialmente os vindos da China, tem agitado o segmento de sedãs médios. O BYD King 2026 surge como uma forte opção, apostando em tecnologia híbrida plug-in e um preço competitivo de R$ 175.990 para atrair consumidores.

Com um design moderno e promessas de baixo consumo e bom desempenho, o BYD King se posiciona como um rival direto para modelos consagrados como o Toyota Corolla. No entanto, como em qualquer lançamento, existem aspectos que precisam ser cuidadosamente avaliados antes de tomar a decisão de compra. A Autoesporte, após avaliar o modelo, apresenta os prós e contras para ajudar você a decidir.

A BYD, gigante chinesa no setor de veículos elétricos e híbridos, busca consolidar sua presença no Brasil com o King, um sedã que combina o melhor dos dois mundos: a autonomia e a praticidade dos carros a combustão com a eficiência e a sustentabilidade dos elétricos. Mas será que essa combinação é perfeita? Vamos analisar os detalhes que podem influenciar sua escolha, conforme informações divulgadas pela Autoesporte.

Pontos Positivos do BYD King 2026

O BYD King 2026 se destaca inicialmente pelo seu sistema híbrido plug-in, que oferece a possibilidade de rodar em modo puramente elétrico por uma autonomia considerável, ideal para o uso urbano diário, e contar com o motor a combustão para viagens mais longas, eliminando a ansiedade de autonomia. Essa tecnologia visa proporcionar um equilíbrio entre economia de combustível e performance.

O design arrojado e sofisticado é outro ponto forte do sedã. Com linhas horizontais na dianteira e lanternas interligadas na traseira, o King exibe um visual esportivo que agrada aos olhos e o diferencia no segmento. Essa atenção ao estilo contribui para uma percepção de valor e modernidade.

A central multimídia giratória de 12,8 polegadas com Android Auto e Apple CarPlay sem fio é um dos chamarizes tecnológicos do BYD King. Embora tenha suas ressalvas, a capacidade de adaptação da tela, que pode ser usada na horizontal ou vertical, é um recurso que busca oferecer versatilidade ao motorista, permitindo uma melhor visualização de diferentes aplicativos, dependendo da necessidade.

O desempenho do conjunto mecânico, especialmente em termos de aceleração e resposta do motor, é frequentemente elogiado. O sistema híbrido plug-in entrega potência de forma eficiente, proporcionando uma experiência de condução ágil e prazerosa, especialmente em ultrapassagens e retomadas de velocidade.

Por fim, o preço de R$ 175.990 o coloca em uma posição competitiva dentro do segmento de sedãs médios, especialmente considerando a tecnologia híbrida plug-in embarcada. Em comparação com rivais que oferecem sistemas menos avançados ou que não possuem a opção eletrificada, o BYD King se apresenta como uma proposta de valor interessante.

Pontos de Atenção para o BYD King 2026

Um dos principais pontos negativos apontados pela Autoesporte é a falta de recarga rápida em corrente contínua (DC). O sistema de recarga máxima em corrente alternada (AC) de 6,6 kW significa que o King leva cerca de 2 horas para ir de 20% a 80% de carga e quase 3 horas para atingir 100%. Em um mercado onde concorrentes como o Jaecoo 7 já oferecem recarga DC de até 40 kW, recuperando 80% em apenas 20 minutos, a ausência deste recurso no BYD King pode ser um fator limitante para quem busca agilidade no carregamento.

O acerto da suspensão é outro aspecto que merece consideração. Relatos indicam que a suspensão é mole e tem curso longo, o que causa inclinação da carroceria em curvas e um balanço excessivo em pisos irregulares, com batidas secas ao atingir o fim de curso. Essa configuração parece não ter sido totalmente adaptada ao gosto do motorista brasileiro, que frequentemente lida com as más condições das estradas. A expectativa é que a produção nacionalizada em Camaçari (BA) traga melhorias nesse quesito.

Uma consequência direta da suspensão mole é que o BYD King raspa com facilidade em valetas, lombadas e desníveis. Com apenas 12 cm de vão livre do solo e ângulos de ataque e saída limitados (13 e 14 graus, respectivamente), o sedã exige cautela redobrada em obstáculos cotidianos, como rampas de garagens. O modelo de imprensa já apresentava sinais de raspagem no para-choque inferior, indicando que este é um problema recorrente.

A ausência de teto solar, item presente até mesmo em modelos considerados mais conservadores como o Toyota Corolla, é sentida como uma lacuna no BYD King. Embora o design externo seja elogiado, a falta desse equipamento, que não está disponível nem como opcional no Brasil (mas existe no mercado chinês), diminui o apelo de sofisticação e experiência a bordo para alguns consumidores.

Por fim, a resolução das telas, tanto do painel de instrumentos digital de 8,8 polegadas quanto da central multimídia giratória de 12,8 polegadas, é apontada como um ponto fraco. Em comparação com concorrentes chineses mais recentes, as telas do King parecem tecnologicamente defasadas, com vulnerabilidade a reflexos durante o dia e um layout menos vibrante. Além disso, o recurso giratório não é ideal para o uso vertical do Android Auto e Apple CarPlay, e a BYD já indicou que pretende remover esse mecanismo em futuros modelos. Relatos de travamentos do Android Auto durante o teste também foram mencionados.

Conclusão: Um sedã a ser considerado, com ressalvas

Apesar dos pontos de atenção, a impressão geral sobre o BYD King 2026 é positiva. Se você é um motorista que resiste à tentação de adquirir um SUV e busca um sedã médio com tecnologia híbrida plug-in, o King é, sem dúvida, um modelo que merece ser considerado com carinho. A BYD tem mostrado sua força no mercado, e o King é mais um capítulo dessa história.

A decisão de compra, contudo, deve pesar os benefícios da tecnologia híbrida, o design atraente e o preço competitivo contra as limitações em recarga, suspensão, vão livre do solo e a qualidade das telas. A vinda da produção para o Brasil pode ser um fator decisivo para futuras melhorias, mas para o modelo atual, é importante estar ciente de seus pontos fortes e fracos.

O BYD King 2026 se apresenta como uma alternativa interessante para quem busca modernidade e eficiência, mas é fundamental que o consumidor avalie se os pontos negativos são suficientes para desviar o foco dos atributos positivos que o modelo oferece. A concorrência no segmento de sedãs médios está mais acirrada do que nunca, e o King certamente adiciona uma nova dimensão a essa disputa.