Jeep Compass e Grand Cherokee Híbridos Fora de Linha no Brasil, Foco em Novos Modelos “Bio-Hybrid” Nacionais em 2026

A Jeep inicia 2026 com uma reconfiguração estratégica em seu portfólio no Brasil, marcando o fim da comercialização dos modelos Compass 4xe e Grand Cherokee 4xe. Essas versões eletrificadas, que representavam a entrada da marca no segmento de SUVs híbridos plug-in no país, não atingiram as expectativas de vendas e abrem espaço para uma nova geração de veículos híbridos com produção nacional.

Os números de emplacamento das versões 4xe foram modestos, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). O Grand Cherokee 4xe registrou apenas 247 unidades vendidas desde seu lançamento em 2023, enquanto o Compass 4xe comercializou 845 exemplares desde 2022, com apenas 11 unidades vendidas em todo o ano de 2025. Esses resultados insuficientes diante da concorrência, especialmente de marcas chinesas, levaram à decisão de descontinuar os modelos.

O Grand Cherokee 4xe importado dos Estados Unidos contava com um conjunto plug-in que combinava um motor 2.0 turbo a gasolina de 272 cv com dois motores elétricos e uma bateria de 17,4 kWh, totalizando 380 cv e autonomia elétrica de 29 km. Já o Compass 4xe, vindo da Itália, utilizava um motor 1.3 turbo de 180 cv associado a um motor elétrico de 60 cv, gerando 240 cv e autonomia elétrica de 44 km.

Novos Híbridos Nacionais a Caminho

A saída dos modelos importados não significa que a Jeep abandonará a eletrificação. Pelo contrário, a estratégia da marca agora se voltará para o desenvolvimento e produção de SUVs híbridos leves (MHEV) no Brasil. A fábrica de Goiana, em Pernambuco, receberá um investimento de R$ 13 bilhões para viabilizar a produção das versões “Bio-Hybrid” dos populares Renegade, Compass e Commander a partir de 2026.

Tecnologia “Bio-Hybrid” de 48 Volts

Conforme apurado, esses novos modelos “Bio-Hybrid” utilizarão um sistema híbrido leve de 48 volts, associado ao conhecido motor 1.3 turbo flex. A tecnologia incluirá dois propulsores elétricos, um para substituir o alternador e outro integrado à transmissão, visando otimizar o consumo de combustível, especialmente em situações de trânsito intenso, onde o modo elétrico será priorizado no “anda e para” dos engarrafamentos. Haverá também modos híbrido e térmico para diferentes condições de condução.

O Futuro da Jeep no Brasil

A mudança de estratégia da Jeep demonstra um movimento em direção a soluções de eletrificação mais acessíveis e adaptadas ao mercado brasileiro. A produção local dos novos modelos híbridos leves tende a reduzir custos e a tornar a tecnologia mais democrática para os consumidores brasileiros, mantendo a Jeep competitiva no segmento de SUVs.