BYD Dolphin Mini 2025: Aposta em tração traseira e porta-malas frontal para reviver vendas e encarar rivais chineses

A BYD prepara uma renovação significativa para o seu elétrico compacto, conhecido como Seagull na China e como Dolphin Mini no Brasil. Registros junto ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação (MIIT) chinês revelam uma mudança estratégica que pode impulsionar as vendas do modelo.

Ads

BYD Dolphin Mini 2025: Aposta em tração traseira e porta-malas frontal para reviver vendas e encarar rivais chineses

A principal novidade é a migração do motor elétrico para o eixo traseiro, transformando a tração dianteira em traseira. Essa alteração, inspirada em concorrentes como o Geely EX2, visa otimizar o espaço interno e introduzir um porta-malas dianteiro (frunk), um diferencial importante no segmento.

Essa mudança estrutural é rara em carros elétricos de entrada na China, posicionando o novo Dolphin Mini como uma opção mais competitiva. Conforme informações divulgadas pelo site chinês Autohome, a nova geração, apelidada de “Great Seagull” pela imprensa local, busca reconquistar o mercado com melhorias significativas.

Mudanças mecânicas e de design prometem mais desempenho

A segunda geração do BYD Dolphin Mini abandona as molas helicoidais na suspensão traseira em favor de um sistema independente multilink, prometendo maior conforto e dirigibilidade. Além disso, o carro virá equipado com pneus mais largos, na medida 205/60 R16, montados em rodas de 16 polegadas com um novo design de quatro raios duplos.

Ads

Externamente, as maçanetas ganham um design semi-rebatido, substituindo as retráteis do modelo atual. A traseira apresenta lanternas divididas e um aerofólio proeminente, além de um difusor integrado. Uma novidade é a opção de um módulo de LiDAR no teto, associado ao sistema de assistência ao condutor DiPilot 300 (God’s Eye B), que oferece recursos de nível 2.

Motorização aprimorada e a chegada do frunk

Enquanto a primeira geração do Dolphin Mini contava com um motor dianteiro de 55 kW (75 cv), os registros do MIIT indicam que a nova versão trará um motor TZ164XYB, fabricado pela Zhengzhou BYD Auto, com 95 kW (127 cv). Essa potência maior eleva a velocidade máxima declarada para 150 km/h.

A inclusão de um porta-malas dianteiro (frunk) é um dos grandes trunfos da nova geração, seguindo a estratégia de sucesso do Geely EX2. A BYD ainda não divulgou a capacidade exata deste compartimento, mas a sua presença representa um ganho significativo em praticidade para os usuários.

Concorrência acirrada e projeções para o Brasil

A estratégia da BYD com o novo Dolphin Mini parece ser uma resposta direta à forte concorrência, especialmente do Geely EX2. Ambos os modelos agora compartilham a tração traseira, suspensão independente multilink, porta-malas dianteiro e um entre-eixos de 2.650 mm. O Dolphin Mini, com 4.205 mm de comprimento, é ligeiramente mais longo que o rival.

A rivalidade se reflete nos números de vendas: em agosto, o Seagull chinês registrou 10.103 emplacamentos, enquanto o Xingyuan (Geely EX2) somou 39.651 registros de varejo e 60.955 entregas no atacado. Os preços oficiais e a data de lançamento do novo Dolphin Mini na China ainda não foram anunciados.

No Brasil, a nova geração do BYD Dolphin Mini já tem sua chegada confirmada para cerca de 2028, segundo Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD. O modelo atual, produzido em Camaçari (BA), deverá coexistir com a nova geração pelo menos no início.