A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) tem manifestado preocupação com as consequências da não renovação dessa isenção. A entidade alerta que a manutenção das alíquotas normais de imposto sobre a importação de peças pode inviabilizar a produção local de veículos elétricos em estágio de montagem, levando a um cenário de demissões em massa e impactando negativamente o investimento e o desenvolvimento tecnológico no setor.
A indústria automotiva brasileira está em alerta máximo com a aproximação do fim do prazo para a isenção de impostos de importação de componentes para veículos elétricos montados no país em regime CKD (Completely Knocked Down) e SKD (Semi Knocked Down). O benefício fiscal, crucial para o desenvolvimento da cadeia produtiva de eletrificação, encerra em 31 de janeiro de 2026.
Esses regimes de montagem, CKD e SKD, permitem que as empresas importem peças e componentes para montar os veículos no Brasil. Essa modalidade tem sido fundamental para incentivar a produção de carros elétricos no país, reduzindo custos e facilitando a introdução de novas tecnologias no mercado nacional. A prorrogação da isenção é vista como essencial para dar fôlego à indústria e garantir a continuidade dos empregos.
### Impacto nos Empregos e na Produção Nacional
A Anfavea tem reiterado que a extinção do benefício fiscal pode resultar em um **desmonte da cadeia produtiva de veículos elétricos no Brasil**. A entidade argumenta que a importação de veículos totalmente montados se tornaria mais vantajosa do que a montagem local, o que afetaria diretamente a geração de empregos, desde a linha de produção até a cadeia de suprimentos e serviços.
### A Busca pela Prorrogação do Benefício
Enquanto o prazo se aproxima, há esforços em curso para que o governo estenda o período de isenção. A expectativa é que, com mais tempo, as empresas possam consolidar suas operações, aumentar o índice de nacionalização de peças e, consequentemente, reduzir a dependência de componentes importados. A prorrogação visa dar segurança jurídica e econômica para que o setor automotivo brasileiro continue sua transição para a eletrificação.
### O Futuro da Mobilidade Elétrica no Brasil
O debate em torno da isenção fiscal para CKD e SKD de veículos elétricos reflete a complexidade da transição energética no setor automotivo. A decisão sobre a prorrogação terá um peso significativo no futuro da produção de carros elétricos no Brasil, impactando não apenas as montadoras, mas também a capacidade do país de se posicionar na vanguarda da mobilidade sustentável e gerar empregos de qualidade. A Anfavea defende que a isenção é um **investimento estratégico** para o desenvolvimento econômico e tecnológico do país.
Conforme informação divulgada pelo setor, o prazo de isenção de imposto de importação para veículos eletrificados CKD e SKD acaba em 31 de janeiro de 2026. A Anfavea trabalha ativamente para estender esse benefício, alertando para as severas consequências econômicas e sociais caso não haja uma renovação.

Sou apaixonado por carros e hoje atuo como editor do blog Monteiros Car, onde compartilho notícias, análises e novidades do mundo do automobilismo e tudo sobre carros clássicos e autoesportes.