Honda Fit reestilizado na China: Design polêmico e motor 1.5 com 123 cv geram debate entre fãs

Novo Honda Fit reestilizado causa alvoroço na China com design que divide opiniões

O icônico Honda Fit, conhecido por sua praticidade e design funcional, está passando por uma transformação que tem gerado intensos debates entre entusiastas e consumidores. Recentemente, a joint venture GAC Honda apresentou na China uma versão reestilizada do modelo, que se destaca por um visual mais ousado e linhas angulosas, um contraste marcante com a identidade clássica que marcou suas gerações anteriores.

Esta nova iteração do Fit, que acumula mais de 20 anos de história e cerca de 9 milhões de unidades vendidas globalmente, busca atrair o público chinês com um design que adota uma linguagem estética comum naquele mercado. A série especial, limitada a 3.000 unidades e com preço a partir de 66.800 yuans (aproximadamente R$ 51.462), levanta questionamentos sobre sua adoção em outros mercados.

Ainda não há informações concretas sobre se este novo visual será aplicado ao Jazz europeu ou ao Fit vendido no Japão, que permanecem com o design atual. Essa indefinição sugere que o estilo renovado pode ser exclusivo para o mercado chinês, deixando fãs de outras regiões curiosos e, talvez, apreensivos.

Design que desafia o tradicional Fit

A principal característica que tem dividido opiniões é o novo design frontal, com faróis estreitos unidos por uma barra horizontal, um conjunto óptico dividido e amplas tomadas de ar na parte inferior do para-choque. Essa abordagem visual mais agressiva se afasta consideravelmente das linhas mais suaves e arredondadas que consagraram o Honda Fit no passado. O para-choque traseiro também foi redesenhado, com um perfil mais pronunciado que visa oferecer maior proteção à tampa do porta-malas, um ponto frequentemente criticado em gerações anteriores por sua vulnerabilidade a amassados.

Motorização e desempenho familiar

Sob o capô, o Honda Fit reestilizado na China aposta em um conhecido motor 1.5 aspirado de quatro cilindros. Este propulsor entrega uma potência de 123 cv e 14,8 kgfm de torque, acoplado exclusivamente a um câmbio automático do tipo CVT. A Honda informa que a autonomia do modelo pode superar os 700 quilômetros com um único tanque de combustível, um dado que reforça a vocação para o uso diário e viagens.

Dimensões ampliadas e interior tecnológico

Em termos de dimensões, o compacto cresceu em relação à última versão vendida no Brasil. O novo Fit chinês mede 4,17 metros de comprimento, mantendo os 1,69 m de largura e 1,54 m de altura, com um entre-eixos de 2,53 m. As rodas são de 15 polegadas, calçadas com pneus na medida 185/60. No interior, a Honda manteve o padrão de qualidade e tecnologia, com um painel digital de 7 polegadas e uma central multimídia de 10,1 polegadas. Os bancos são revestidos em tecido e o sistema de som conta com dois alto-falantes. A marca ainda não confirmou se os versáteis “Magic Seats”, um dos diferenciais do Fit, estarão presentes nesta configuração.

Futuro incerto para o Brasil e Europa

A grande incógnita gira em torno da chegada desta reestilização a outros mercados. A Honda não confirmou se o visual adotado na China será replicado no Jazz europeu ou no Fit que ainda é comercializado no Japão. A ausência de atualizações nos sites oficiais da marca para esses mercados sugere que o novo estilo pode, de fato, permanecer restrito à China. Para o Brasil, onde o Fit foi descontinuado há alguns anos, as esperanças de um retorno com este novo design são mínimas, mas o mercado automobilístico é dinâmico e surpresas podem acontecer.

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