Ducati Monster: A História da Moto que Criou o Segmento Super Naked e Revolucionou o Mercado de 1993 a 2026

A lendária Ducati Monster: Uma revolução sobre duas rodas

Embora a deslumbrante 916 seja frequentemente lembrada como a “moto pôster” da Ducati, é a **Ducati Monster** que ostenta o título de heroína financeira da marca. Lançada em 1993, a Monster não apenas deu origem ao segmento super naked, mas se tornou o motor econômico da empresa por décadas. Com uma impressionante marca de mais de 350.000 unidades vendidas até hoje, este modelo chegou a representar até 70% da produção total da fábrica em seus períodos de maior sucesso.

A concepção da Monster nasceu da visão minimalista de Miguel Galluzzi. Inspirado pelas “canyon racers” da Califórnia, o designer argentino acreditava que uma motocicleta não precisava de excessos. Sua filosofia era clara e direta: “Você só precisa de guidão, tanque de gasolina e um banco”. Essa simplicidade radical se tornaria a base de um ícone.

Em 1991, Galluzzi materializou sua ideia em um protótipo, utilizando o que havia de melhor na Ducati: o motor da 900SS, o chassi treliçado da 888 Superbike e a dianteira da 750SS. O nome “Monster” surgiu de forma inusitada, um apelido carinhoso dado pelos filhos de Galluzzi a brinquedos de borracha, que acabou batizando a futura lenda do motociclismo. Conforme divulgado pelas fontes, a história da Ducati Monster é um testemunho de como a simplicidade aliada a um caráter forte podem garantir a imortalidade no mundo das duas rodas.

A Evolução da Ducati Monster: Do Ar ao Líquido

Ao longo das décadas, a Ducati Monster passou por diversas transformações, mantendo sua essência enquanto abraçava novas tecnologias. A primeira geração, de 1993 a 2007, celebrou a pureza do motor refrigerado a ar, definindo o padrão para o segmento super naked.

A segunda geração, entre 2008 e 2013, trouxe uma modernização estética com modelos como a 696 e a 1100. Essas motos apresentaram escapes sob o assento, painel LCD e freios radiais, sem abrir mão do icônico quadro de treliça que se tornou sua assinatura visual.

A Era da Performance Líquida e a Quebra de Tabus

A partir de 2014, a terceira geração marcou a entrada definitiva da refrigeração a líquido nas Monster de maior cilindrada, com destaque para a Monster 1200. Em 2016, a versão M1200R elevou o patamar de potência, tornando-se a Monster mais potente da história até então, com impressionantes 158 cv, mais que o dobro da versão original de 1993.

A quarta geração, que abrange de 2021 a 2025, trouxe uma mudança radical que chocou os entusiastas: a Monster 937 abandonou o quadro de treliça em favor de um chassi frontal de alumínio, inspirado na Panigale V4. O foco principal desta geração foi a **leveza extrema**, com a moto pesando apenas 166 kg em ordem de marcha, redefinindo o conceito de agilidade.

O Futuro da Monster: 2026 e a Quinta Geração

Olhando para frente, a quinta geração da Ducati Monster, prevista para 2026, promete consolidar essa evolução. A nova Monster 890 chegará equipada com um moderno motor V2 de 890 cm³ e 111 cv. O objetivo é reduzir ainda mais o peso, atingindo a impressionante marca de 164 kg.

Com uma ergonomia mais fina e eletrônica de última geração, a nova Monster 890 busca manter o DNA estabelecido por Miguel Galluzzi: oferecer o máximo de diversão com o mínimo de peso. Essa busca incessante por aprimoramento garante que a **Ducati Monster** continue a reinar no segmento super naked por muitos anos.

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